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Greetings from Retro Design: Vintage Graphics Decade by Decade

O que é um verdadeiro estilo 1950, em oposição a um estilo 1930 ou 1940? Este livro tem como objectivo abordar essa questão. Timelines para cada década destacam momentos-chave, estilos e movimentos, enquanto perfis de trinta designers gráficos influentes (três por década) são intercalados ao longo do livro.

A relevância deste livro reside na perspectiva histórica do design gráfico moderno. Além dessa revisão teórica dos movimentos e artistas influentes e designers gráficos, esta leitura está a ajudar-me a descobrir inspiração, através da profunda conexão entre a arte e design gráfico. Também os anacronismos sugeridos são suculentos e mentalmente estimulantes. Compara, por exemplo, vorticismo e Punk.

Os anos 30: crash financeiro na Wall Street e Grande Depressão. Neste estado da economia mundial, surpreendentemente, a Art Deco “, como um estilo que sintetizou luxo e consumismo, manteve a sua posição dominante”. No livro podem-se ver alguns dos mais icónicos trabalhos de design gráfico Art Deco representando automóveis, combóios e navios. Esta é a época de AM Cassandre, Peignot, Joseph Binder…
Todas as imagens deste livro são soberbas e a leitura é esclarecedora …

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Outro facto curioso referido neste livro, é que o estilo de revista Pulp que muitas vezes as pessoas identificam como sendo da década de 50, na verdade, pode ser encontrada desde o final dos anos 1920 e 1930, e, mais especificamente, nos anos da Grande Depressão.Em cada década, encontramos, também, os tipos de fonte mais emblemáticos.

Anos 60

Pergunte a qualquer historiador que década do século 20 considera que foi a mais importante em termos de progresso do desenvolvimento social, e a resposta provavelmente será ‘anos 60’.

Toda a subcultura da juventude dos anos 60 abraçou totalmente o design gráfico como forma de disseminar a sua mensagem a uma escala global.

O mentor da escola onde tirei o meu curso Design Gráfico (Ar.Co.) foi Robin Fior, um designer gráfico britânico na vanguarda edos 60s de Londres e do Portugal revolucionário. Talvez por isso tenha, ainda, grande curiosidade sobre o “design gráfico como atividade política”.

As referências apresentadas em “Greetings from Retro Design” são válidas e necessárias para qualquer designer ou mesmo para qualquer apaixonado por artes gráficas. Algumas foram, mesmo, uma surpresa para mim. Por exemplo, as ligações entre a Art Nouveau e Psychedelia …

Definitivamente, uma deliciosa leitura obrigatória …

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