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Taxonomia, hoje

Museu_Blau_BCN

Uma visita ao Museu Ciències Naturals – Museu Blau reforçou o meu interesse pela taxonomia e fez-me refletir sobre o tema.
Embora conhecesse já a evolução da lógica aristotélica ou tradicional para a lógica dialética, não tinha tido, ainda, a noção de uma nova era na taxonomia, através de um novo sistema de classificação.

Esta revolução na história do pensamento foi, realmente, fascinante e, neste domínio em particular, trouxe uma abordagem disruptiva ao sistema da classificação científica. Agora, é comum que os biólogos elaborem a classificação com base em resultados de análises filogenéticas, usando dados de sequência de DNA. Isto permite que a própria classificação de espécies de seres vivos tenha deixado de ser um sistema imutável, uma vez que frequentemente são descobertas relações insuspeitas entre seres ou grupos de seres e isto conduz a grandes revisões nas classificações.

Graças à revolução dialéctica, temos hoje um modo de compreendermos a realidade como essencialmente contraditória e em permanente transformação e este paradigma, no campo da taxonomia, é infinitamente profícuo e interessante.

Obviamente que, além do inegável interesse que tem para as ciências e para o estudo da biodiversidade e conservação, também no âmbito da arquitetura de dados, a taxonomia é fundamental. E compreender como se podem estabelecer critérios para as operações de processamento de dados é fundamental para quem valorize o uso eficiente dos seus dados. É inegável que uma arquitetura de dados eficiente gera melhores resultados para um projeto. Ao reduzir custos de armazenamento e de distribuição, otimiza-se o uso da informação e facilita-se a gestão e evolução dos sistemas de dados, contribuindo para que os objetivos de um planeamento estratégico sejam atingidos.

Toda esta matéria de reflexão e futura análise e estudo, graças a uma visita a um museu, numas férias por Barcelona…

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